O décimo terceiro salário é um dos direitos mais importantes do trabalhador brasileiro — e uma oportunidade real de melhorar a saúde financeira. Em 2026, o calendário é diferente dependendo do seu vínculo: aposentados e pensionistas do INSS já estão recebendo, enquanto trabalhadores CLT têm até novembro e dezembro. Veja tudo o que você precisa saber.
Quem tem direito ao 13º?
Têm direito ao décimo terceiro salário:
- Trabalhadores CLT — com carteira assinada, proporcionalmente aos meses trabalhados no ano
- Aposentados e pensionistas do INSS — exceto quem recebe BPC (Benefício de Prestação Continuada)
- Empregados domésticos
- Trabalhadores rurais
Autônomos, MEIs e freelancers não têm direito ao 13º — a não ser que sejam segurados do INSS e estejam recebendo algum benefício previdenciário.
Calendário INSS 2026 — já em andamento
O governo antecipou o 13º dos aposentados e pensionistas para o primeiro semestre — é o 7º ano consecutivo com essa antecipação. O pagamento é feito em duas parcelas:
- 1ª parcela: 24 de abril a 8 de maio (quem recebe até 1 salário mínimo) · 4 a 8 de maio (acima do mínimo)
- 2ª parcela: 25 de maio a 8 de junho (até 1 salário mínimo) · 1 a 8 de junho (acima do mínimo)
No total, a antecipação vai injetar R$ 78,2 bilhões na economia, beneficiando mais de 35 milhões de pessoas. Para consultar o valor, acesse o app ou site do Meu INSS e confira o extrato de pagamento.
Calendário CLT 2026
Para trabalhadores com carteira assinada, os prazos legais são:
- 1ª parcela: entre 1º de fevereiro e 30 de novembro de 2026
- 2ª parcela: até 20 de dezembro de 2026
O empregador tem flexibilidade para definir quando pagar a primeira parcela dentro desse período. A segunda parcela deve ser paga até o dia 20 de dezembro, junto com o salário de dezembro para muitas empresas.
Como calcular o valor do 13º
Para trabalhador CLT com salário fixo que trabalhou o ano inteiro, o cálculo é simples:
- 1ª parcela: 50% do salário bruto — sem descontos de INSS ou IR
- 2ª parcela: 50% restantes — com desconto de INSS e Imposto de Renda sobre o valor total
Se você trabalhou menos de 12 meses na empresa, o 13º é proporcional: salário bruto ÷ 12 × meses trabalhados. Meses com 15 dias ou mais de trabalho contam como mês cheio.
Exemplo: salário de R$ 4.000, trabalhou 8 meses → 13º = R$ 4.000 ÷ 12 × 8 = R$ 2.666,67 bruto (antes dos descontos na 2ª parcela).
Descontos de INSS e IR na 2ª parcela
A primeira parcela é sempre líquida — sem descontos. Na segunda parcela, incidem INSS e Imposto de Renda calculados sobre o valor total do 13º. Em 2026, o desconto máximo de INSS é de R$ 988,07 para quem está no teto. O IR segue a tabela progressiva normal.
Se você recebeu outros rendimentos ao longo do ano, o 13º pode empurrar sua renda para uma faixa maior de IR — fique atento na hora da declaração.
Onde investir o 13º salário?
Essa é a pergunta que faz toda a diferença. Muitas pessoas gastam o 13º antes mesmo de receber — e chegam ao Natal no vermelho. Use o 13º com estratégia:
- Prioridade 1 — Quite dívidas caras: cartão rotativo, cheque especial e empréstimos pessoais com juros altos. Nenhum investimento rende mais do que você paga nessas dívidas.
- Prioridade 2 — Monte ou reforce a reserva: se ainda não tem 3 a 6 meses de gastos guardados, use o 13º para acelerar esse objetivo.
- Prioridade 3 — Invista o restante: Tesouro Selic, CDB com liquidez diária ou Tesouro IPCA+ dependendo do seu prazo e objetivo.
- Evite: parcelamentos longos, compras por impulso e empréstimos com o 13º como garantia.
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