Financiamento Imobiliário
Compare as tabelas SAC e PRICE, veja a evolução das parcelas e descubra quanto você pagará ao longo do financiamento.
Compare as tabelas SAC e PRICE, veja a evolução das parcelas e descubra quanto você pagará ao longo do financiamento.
O financiamento imobiliário é um empréstimo de longo prazo concedido por bancos e instituições financeiras para a compra de imóveis residenciais ou comerciais. O comprador dá uma entrada — geralmente entre 20% e 30% do valor — e o banco financia o restante, que é pago em parcelas mensais por até 35 anos.
No Brasil, os principais bancos que oferecem financiamento imobiliário são Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil. As taxas variam conforme o perfil do cliente, o relacionamento com o banco e o tipo de indexador — TR, IPCA ou taxa fixa.
Os dois principais sistemas de amortização usados no Brasil funcionam de formas completamente diferentes:
Amortização fixa + Juros decrescentes = Parcelas que diminuem todo mês
Amortização crescente + Juros decrescentes = Parcelas sempre iguais
No SAC, a amortização é sempre a mesma (valor financiado ÷ número de parcelas). Os juros incidem sobre o saldo devedor, que cai a cada mês — por isso a parcela diminui progressivamente. No PRICE, a parcela é fixa, mas no início você paga muito mais juros do que amortização.
Para a maioria dos casos, o SAC é mais barato no total. Em um financiamento de R$ 400.000 a 10,5% ao ano por 30 anos, a diferença no total de juros entre os dois sistemas pode ultrapassar R$ 100.000. Isso acontece porque o SAC reduz o saldo devedor mais rapidamente, gerando menos juros acumulados.
A PRICE, porém, tem uma vantagem prática: a primeira parcela é menor, o que pode ser decisivo para quem está no limite da renda exigida pelo banco. Use nossa calculadora acima para comparar os dois sistemas com os valores do seu financiamento.
Nunca analise apenas o valor da parcela mensal. O custo total do financiamento inclui todos os juros pagos ao longo dos anos, seguros obrigatórios (MIP e DFI), ITBI (2% a 3% do valor do imóvel), taxas de cartório e registro. Cada 0,5% a menos na taxa de juros pode representar uma economia de R$ 30.000 a R$ 50.000 no total do financiamento.
Os bancos exigem que a parcela do financiamento não comprometa mais de 30% da renda familiar bruta. Ou seja, para pagar uma parcela de R$ 3.000 por mês, você precisa de renda familiar de pelo menos R$ 10.000. Use o campo "renda familiar" na calculadora para verificar o comprometimento automaticamente.
Não. A escolha do sistema de amortização é feita no momento da contratação e não pode ser alterada depois. Por isso, é fundamental simular bem os dois cenários antes de assinar. Nossa calculadora mostra o comparativo completo para você decidir com segurança.
A parcela do SAC diminui progressivamente a cada mês. Em um financiamento de R$ 300.000 por 30 anos a 10,5% ao ano, a primeira parcela pode ser em torno de R$ 3.000 e a última pode chegar a menos de R$ 1.000. Use nossa calculadora para ver a tabela completa mês a mês.
Sim. A TR (Taxa Referencial) é aplicada mensalmente sobre o saldo devedor, podendo aumentá-lo mesmo quando você paga as parcelas em dia. Em períodos de Selic alta, a TR pode subir e impactar significativamente o custo total do financiamento. Nossa calculadora permite simular com ou sem correção monetária.
Na maioria dos casos, sim. A amortização antecipada reduz o saldo devedor e, consequentemente, os juros futuros. No SAC, é possível reduzir o prazo ou o valor das parcelas. No PRICE, geralmente se reduz o prazo. Quanto antes você amortizar, maior a economia em juros.